Tribunal decidiu pela perda de mandato e inelegibilidade da deputada nesta quinta-feira, 30; ela ainda pode recorrer da decisão
A Justiça Eleitoral de São Paulo cassou o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) nesta quinta-feira, 30, com acusação de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação no processo eleitoral de 2022. A deputada afirma ser um caso de “perseguição política”. O resultado final da votação apontou cinco votos contra dois e com essa contagem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu pela inelegibilidade por oito anos à partir das eleições de 2022. Ela pode recorrer da decisão.
O desembargador Encinas Manfré, relator do processo, em sua decisão disse que “não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral”, acrescentando ainda que “realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, em conformidade ao artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar nº 64/1990”, complementou o relator.
Relembrando
O caso começou a ser julgado em 13 de dezembro passado. O relator, desembargador José Antonio Encinas Mandré, votou pela cassação do diploma e pela inelegibilidade da deputada na ocasião. O julgamento, porém, foi suspendo naquele primeiro momento por um pedido de vistas da juíza Maria Cláudia Bedotti.
Resposta
Carla Zanbelli publicou uma nota em suas redes sociais, onde afirmou que a decisão deixa claro “que a perseguição política em nosso país, contra os conservadores, é visível como o sol do meio-dia”. Ela garantiu que continuará lutando “todos os dias de minha vida ao lado de vocês, para que tenhamos a esperança de um Brasil próspero e digno para o povo brasileiro”, afirmando que utilizará todos os recursos cabíveis.