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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Adolescente gravemente viciado em celular ataca o pai com mordidas

Após ataques do adolescente de 15 anos, com vício grave em celular, pai  mostra mordidas que levou do filho durante crises: ‘Foram mais de 40’; Um perigo que por vezes passa por “invisível”

Uma reportagem feita pelo programa Profissão Repórter, na última terça-feira (11), trouxe em destaque os males causados pela dependência dos jovens pelo uso de aparelho celular. Uma família paulista tem passado por situações complicadas com um filho de 15 anos que apresenta sinais de vício de alta gravidade. O menino ganhou seu primeiro aparelho aos seis anos de idade e os pais não tinham qualquer noção do que poderia vir a acontecer no futuro.

Eles contam que por trabalhar no mercado financeiro dar um celular ao filho seria uma forma de suprir a falta da família, lhes dando mais liberdade para exercer suas funções profissionais.  Porém “o celular acabou tomando a conta e o espaço que ele tinha na vida”, conta o pai.

Talvez o primeiro sinal que havia algo errado, foi quando aos oito anos de idade, um diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) fez com que o jovem iniciasse um tratamento com uma neuropsiquiatra. Depois, quando veio a pandemia o vício no celular ficou escancarado. “Nós percebemos em uma situação cotidiana, tipo: ‘olha, está na hora do banho, hora do almoço, “ah, traz aqui”, a gente começava a levar, mas, pensava: ‘opa, espera aí'”, disse a mãe.

Ela conta ainda que “a hora que ele vê que ele não está naquele mundo, entram as crises, entra a abstinência, uma internet que falha, ele fica estressado. Na verdade, a gente vai lidando no dia a dia com isso. Criei uma pasta de rotina para ele acordar, escovar os dentes, e coloquei no quadro na parede, para ele tentar seguir, se seguiu duas vezes, foi muito. O pior não é isso, quando chega no ápice do estresse, chega a se machucar, quando está muito silêncio, a gente já fica preocupado, a gente entra no quarto e, às vezes, quer que a gente vá para fora que ele quer privacidade”, relata o pai, que conta sobre as agressões sofridas: “É uma marca enorme, foram mais de 40 mordidas”, conta.

Eles contam como têm buscado ajuda e tratamento. “Proibição não funciona. Você tem que ser amigo, tem que ter diálogo, acordos. Nós aprendemos com a nossa terapia”, afirma a mãe.

“Hoje a gente também faz o nosso acompanhamento, não só o nosso filho”, afirma o pai.

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