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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Triplo homicídio em aldeia choca a população

Uma mulher foi presa, suspeita de ter agredido e matado a criança, ferido a idosa e colocado fogo na casa, matando viva a mãe da criança

Um triplo homicídio cometido na manhã desta segunda-feira (31) na Aldeia Avaeté Mirim chocou toda a população. Mariana Amarilha, de 1 ano de idade; Janaína Amarilha, 37 anos, mãe da criança; e a idosa Líria Isnarde Batista, de 76 anos foram carbonizadas no interior de uma pequena casa. Está sendo apontada como autora do triplo homicídio, Oragilda Batista Fernandes, de 28 anos, que foi presa por policiais do SIG – Serviço de Investigações Gerais, com apoio da Polícia Militar.

Triplo homicídio em aldeia choca a população
Oragilda Batista Fernandes é apontada como autora do triplo homicídio

O Crime

O crime teria acontecido após consumo de grande quantidade de bebida alcoólica.  De acordo com a perícia, ela matou a criança de 1 ano por asfixia, bateu na cabeça da idosa com objeto contundente (pedaço de madeira ou um pilarete de concreto encontrado sujo de sangue), e queimou viva a mãe da criança, que dormia embriagada dentro da casa. Depois ela teria espalhado um líquido inflamável pelo espaço e ateado fogo, incendiando totalmente o pequeno barraco com os três corpos em seu interior, provocando a tríplice carbonização.

O delegado de Polícia Civil Erasmo Cubas, responsável pelo caso, durante entrevista coletiva concedida no início da noite disse que “no período da manhã, as polícias Civil e Militar foram acionadas para atender um caso de  

três mortes, pois três corpos estariam dentro de uma residência na Avaeté Mirim, aos fundos da Aldeia Bororó. As equipes foram acionadas para ir ao local verificando que se tratava de três óbitos, sem saber ainda se era um crime de homicídio ou algum evento causado pelas próprias vítimas. Foi iniciado um trabalho mais aprofundado, com apoio da Perícia e da Polícia Militar, identificando após análise local que, de fato, no local pequeno havia três corpos carbonizados; uma mulher, uma criança e uma idosa”.

O delegado confirmou ainda que “seriam pedidos mais alguns elementos técnicos, mas que no local já se teria percebido alguns elementos que levaram a acreditar na possibilidade de um evento criminoso”.

As equipes iniciaram diligências pela região, contando com o apoio da comunidade indígena, além da Polícia Militar, da Polícia Federal, sendo possível identificar algumas testemunhas que perceberam a participação de outra pessoa, também indígena, que estaria no local. “Nós conseguimos identificar que essa pessoa se tratava de uma mulher,  de 29 anos e ela tentou atribuir a responsabilidade de outras pessoas, porém essas não eram identificadas nem conhecidas pela liderança da aldeia”.

Triplo homicídio em aldeia choca a população
Delegado Erasmo Cubas lamenta nota divulgada pelo Ministério da Defesa dos Direitos Humanos

A mulher foi levada para a delegacia, onde foi percebido que em seu corpo havia algumas lesões similares a queimaduras sofridas há pouco tempo e ainda ela acabou se equivocando na hora de prestar informações, dizendo que o cabelo tinha queimado. A suspeita foi encaminhada para a perícia médica legista, apontando que as lesões no corpo, ao menos duas ou três, são típicas de queimaduras causadas há poucas horas

“A gente acredita que o incêndio teve início por volta das 23 horas, o que a colocava não como suspeita, mas como uma pessoa que teria visto o que aconteceu.

Durante os levantamentos no local, foi identificada um base de concreto e uma pessoa com um pedaço do crânio partido, embora ainda vinculado a cabeça.  Os policiais passaram a buscar por crianças que eram parentes daquelas pessoas mortas e conseguiu identificar uma testemunha. “Essa testemunha teria presenciado tudo o que aconteceu; o depoimento dela, por si só, era bem esclarecedor, coadunando com tudo que a perícia e as polícias teriam arrecadado no local.

A testemunha confirmou a agressão e disse que a criança foi asfixiada até a morte pela suspeita e colocada no interior da casa. Lá, a suspeita após agredir a idosa, fechou a casa e ateou fogo com um produto inflamável; a outra mulher de 36 anos já estava no local, embriagada, era a mãe da criança e dormia. Durante o fogo, alguma labareda atingiu o corpo da acusada, inclusive o cabelo dela, motivo pelo qual ela acabou tendo algumas manchas de queimadura identificadas pela perícia, não deixando dúvida da participação e da execução do crime. Todas as testemunhas que conheciam a família não narraram a presença de homens ou de outras pessoas

Reprimenda

Embora a imprensa local e os policiais que participaram de todo o processo não tenham liberado informações sobre a motivação do crime, o Ministério dos Direitos Humanos chegou a divulgar (e depois retirou) uma nota, dando conta que o crime teria alguma relação com as disputas pela propriedade da terra, o que foi severamente repreendido pelo delegado Erasmo Cubas. “As coisas têm que ser feitas profissionalismo; a imprensa local e Polícia Civil não emitiram qualquer comunicado oficial atribuindo a execução desse crime grave como sendo por disputa de terra causa; essa informação errônea causa uma grande comoção e revolta, o que pode gerar conflitos graves”, apontou o delegado.

Ele disse mais: “Acontece um crime grave, as famílias todas tristes, chorando, colaborando e a gente tem que lidar com a notícia dessa que destoa totalmente da verdade, acaba causando aí uma certa tensão que atrapalha. Então, assim eu espero, que seja retificado e agora com as informações que foram reportados pelos órgãos de segurança do Mato Grosso do Sul; que transcrevam a verdade dos fatos, das investigações; nosso comando regional entendeu a Polícia Civil e a Polícia Militar; da mesma forma então nós vamos passando informações. Quem esteve no local me procurou sabe que eu disse; todo mundo viu tinha três corpos lá e nada além disso.  é descartada há uma possibilidade de causa de motivação para essas mortes; não há qualquer elemento técnico elemento de investigação neste caso que aponte para um conflito; nenhum elemento que você vê lá evidenciou; a motivação é o excesso de consumo de álcool e uma briga como qualquer outro homicídio; é uma motivação evidenciou a motivação é o excesso de álcool e uma briga. “A suspeita, até agora embriagada, não conseguiu concluir adequadamente o interrogatório dela ; então a motivação ali foi o excesso de álcool com a rixa causada por alguma briga entre elas, que nós contamos com a colaboração dela em outro momento para poder esclarecer.

Com tudo que foi colhido não há evidências da participação de qualquer outra pessoa.

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